I saw you standing in the corner
On the edge of a burning light
I saw you standing in the corner
Come to me again,
In the cold, cold night
In the cold, cold night
You make me feel a little older,
Like a full grown woman might
But when youre gone i grow colder,
Come to me again
In the cold, cold night
In the cold, cold night
I hear you walking by my front door
I hear the creaking of the kitchen floor
I don't care what other people say
I'm going to love you, anyway
Come to me again
In the cold, cold night
In the cold, cold night
I can't stand it any longer
I need the fuel to make my fire bright
So don't fight it any longer
Come to me again,
In the cold, cold night
In the cold, cold night
And i know that you feel it too,
When my skin turns into glue,
You will know that it's warm inside
And you'll come run to me,
In the cold, cold, night
_White Stripes entregou pra Penny Lane, que postou aqui.
31 de outubro de 2007
29 de outubro de 2007
Bela ordinária
Quem a bela moça pensa que é?
Atirando uma piscadela
Para o senhor na carruagem?
Pois a bela moça não hesitou
Viu o senhor, a cartola e os pneus
E com todo direito de bela moça
Pensou no Pedro sem dinheiro
No pai ignorante
Na tia esquizofrênica
Na irmã casada com um pobre
No vestido decotado
E lançou uma piscadela
de cair
a cartola
do senhor.
Atirando uma piscadela
Para o senhor na carruagem?
Pois a bela moça não hesitou
Viu o senhor, a cartola e os pneus
E com todo direito de bela moça
Pensou no Pedro sem dinheiro
No pai ignorante
Na tia esquizofrênica
Na irmã casada com um pobre
No vestido decotado
E lançou uma piscadela
de cair
a cartola
do senhor.
24 de outubro de 2007
Tecido
Não se sabe como começou, mas começou.
Em meio a um quarteirão,
um prédio envelhecido de cor Escarlate,
mantinha uma janelinha esquecida aberta
Um som delicado deslizava janela a fora,
era o som de apenas uma tecla de piano.
Talvez alguém, sentado num gasto sofá,
soprava o que lhe sobrava na alma.
_A Pianista
Em meio a um quarteirão,
um prédio envelhecido de cor Escarlate,
mantinha uma janelinha esquecida aberta
Um som delicado deslizava janela a fora,
era o som de apenas uma tecla de piano.
Talvez alguém, sentado num gasto sofá,
soprava o que lhe sobrava na alma.
_A Pianista
23 de outubro de 2007
Eros e Psique
Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,
E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.
[Fernando Pessoa]
_presente pra mim.
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,
E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.
[Fernando Pessoa]
_presente pra mim.
19 de outubro de 2007
Voodoo Girl
Her skin is white cloth,
And she's all sewn apart
And she has many colored pins
Sticking out of her heart.
She has a beautiful set
Of hypno-disk eyes,
The ones that she uses
To hypnotize guys.
She has many different zombies
Who are deeply in her trance.
She even has a zombie
Who was originally from France.
But she knows she has curse on her
A curse she cannot win.
For if someone gets
Too close to her,

The pins stick farther in
And she's all sewn apart
And she has many colored pins
Sticking out of her heart.
She has a beautiful set
Of hypno-disk eyes,
The ones that she uses
To hypnotize guys.
She has many different zombies
Who are deeply in her trance.
She even has a zombie
Who was originally from France.
But she knows she has curse on her
A curse she cannot win.
For if someone gets
Too close to her,

The pins stick farther in
18 de outubro de 2007
15 de outubro de 2007
Vai e vem
Me beija lentamente
Me toca com carinho
Me pega no colo
Me lambe o pescoço
Me puxa o cabelo
Me diz que sentiu saudades
E faz amor comigo.
Que eu te beijo
Te toco
Te pego
Te lambo
Te puxo
Te digo coisas
E faço amor contigo.
Me toca com carinho
Me pega no colo
Me lambe o pescoço
Me puxa o cabelo
Me diz que sentiu saudades
E faz amor comigo.
Que eu te beijo
Te toco
Te pego
Te lambo
Te puxo
Te digo coisas
E faço amor contigo.
10 de outubro de 2007
Se fosse
Se eu fosse um búfalo nunca iria ser pega
Se eu fosse uma lâmpada iria iluminar à meia-luz
Se eu fosse um lápis de cor seria o vermelho
Se eu fosse um diário seria o de uma louca
Continue...
Se eu fosse uma lâmpada iria iluminar à meia-luz
Se eu fosse um lápis de cor seria o vermelho
Se eu fosse um diário seria o de uma louca
Continue...
A continuação
Toda noite anuncia
um novo tear
E os sonhos nunca mais
serão sonhos de uma pessoa só
Enquanto te sinto
entrar pela janela,
não sei se é o meu corpo
que expande pra caber o seu,
ou se eu que me torno etérea
pra caber no teu.
um novo tear
E os sonhos nunca mais
serão sonhos de uma pessoa só
Enquanto te sinto
entrar pela janela,
não sei se é o meu corpo
que expande pra caber o seu,
ou se eu que me torno etérea
pra caber no teu.
5 de outubro de 2007
Coletânea
Não vira passado
Só acordando no dia seguinte
Vira presente todas as horas
Vira lembrança contínua
Vontade permanente
Dor constante
(...)
E morra quem se recupera
Porque eu, nunca.
Dias tristes, 04/2006
_saindo de dentro finalmente
Só acordando no dia seguinte
Vira presente todas as horas
Vira lembrança contínua
Vontade permanente
Dor constante
(...)
E morra quem se recupera
Porque eu, nunca.
Dias tristes, 04/2006
_saindo de dentro finalmente
4 de outubro de 2007
Triste cor-de-rosa
Lendo uma entrevista com Don Delillo, autor do livro Homem em Queda, percebi que algumas pessoas acham a tristeza atraente. O cara conta que durante o episódio do 11.09 diversas pessoas se sentiram desapontadas ao descobrir que não conheciam ninguém que tivesse morrido na tragédia. E isso me fez pensar.
A tristeza é atraente. A tristeza bucólica do romantismo, a poesia da depressão de um amor não correspondido, a busca da cura de algo machucado, a cor da dor.
Eu prefiro a dor cor-de-rosa, a dor em tons pastéis.
Aquele que nunca teve tempo de sentir dor profunda deve ser muito chato.
A tristeza é atraente. A tristeza bucólica do romantismo, a poesia da depressão de um amor não correspondido, a busca da cura de algo machucado, a cor da dor.
Eu prefiro a dor cor-de-rosa, a dor em tons pastéis.
Aquele que nunca teve tempo de sentir dor profunda deve ser muito chato.
3 de outubro de 2007
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