5 de dezembro de 2008

Vinho à duas


Me apaixonei pela mulher mais linda
Do planeta
Não, não. A mais linda
De todos os impérios desse mundo

E mesmo que o Sol não nascesse mais
E mesmo que a Lua não banhasse mais
A única vela acesa iluminaria o caminho
Dos 7 candeeiros

Porque é através deles
Que conseguimos desvendar os enigmas
Da nossa própria existência

Explicações não são dadas
Apenas viva, e o futuro lá estará

Hoje, meus dias são presentes nos teus lábios
Lábios estes que foram feitos apenas pra mim
Pra sentir o que é prazer pleno
Sem sair do lugar

Dizendo frases sem abrir a boca
Fazendo carinho sem precisar tocar
Amando só de olhar

3 de dezembro de 2008

8 de outubro de 2008

Te-s-ouro

Uma vez eu falei do amarelo.
Mas você e eu temos várias cores.
Azul da televisão e branco da pipoca
Verde do almoço e laranja da cerveja
Marrom do edredon e listrado da sua meia
Eu gosto mesmo é do vermelho
Vermelho da nossa pele
E gosto da cor da surpresa no meio da madrugada cheirando cachaça e me abraçando.

Tem alguma coisa nos esperando
No fim desse arco-íris.
Só pra nós duas.
Põe intençao em encontrar nosso tesouro.

16 de setembro de 2008


5 centímetros

Já passou muito da hora de estar em casa
Já perdi o cinema com você
Já estou com dor nas costas
Já fumei e bebi café o suficiente pra nao conseguir dormir
Então que é que custa deixar um poeminha pra você?

Só quero dizer que ainda sinto frio na espinha com você
Que ainda dói a sua ausência
Que seus olhos ainda são um mistério
E que eu flutuo uns 5 centímetros do colchão
Toda vez que te beijo nua na cama...

Nada não...
É que as palavras tiveram que sair...

20 de junho de 2008

Amarelo

Hoje você acordou sorrindo
E eu senti o amarelo que conversamos a noite passada.
O amarelo de proteção, de satisfação, de porto-seguro,
O amarelo que nos une.
Mas não é amarelo, porque as cores são diferentes aos olhos de cada um.
Eu senti a cor que eu vejo,
A cor que eu vejo quando você acorda sorrindo.

20 de março de 2008

sem vontade de dar nome ao não-poema

O dia não tem graça
O tempo não passa
E eu peço: não me faça
Passar esta noite sem você

Ou então faça
Pra eu ver como é
Quando eu faço isso com você

É o único jeito de eu mostrar
Que não sou egoista de propósito

Para Mimi

Your part time lover and a full time friend,
The monkey on the back is the latest trend,
Don't see what anyone can see,
In anyone else,
But you

Here is a church and here is a steeple,
We sure are cute for two ugly people,
Don't see what anyone can see,
In anyone else,
But you

We both have shiny happy fits of rage,
I want more fans, you want more stage,
Don't see what anyone can see,
In anyone else,
But you

I'm always tryin to keep it real,
Now i'm in love with how you feel,
I don't see what anyone can see,
In anyone else,
But you

I kiss you on the brain in the shadow of the train,
I kiss you all starry eyed,
My body swings from side to side,
I don't see what anyone can see,
In anyone else,
But you

The pebbles forgive me,
The trees forgive me,
So why can't,
You forgive me?
I don't see what anyone can see,
In anyone else,
But you

Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu
I don't see what anyone can see,
In anyone else,
But you.

[gaiola]

Estranheza que não é tristeza
Mas vontade ficar só
Solta nos pensamentos
Sentir-se
Aberta, talvez melancólica
Raiva aguada
Sem vontade de dormir
Sem ânimo para interagir
Mas interagir aqui dentro
Esta cabeça tenta sem sucesso
Retornar à forma original
Agora é tarde demais
Pra me fazer inteligível.

11 de março de 2008

Nossa música


Novo dia
Sigo pensando em você
Fico tão leve que não levo padecer
Trabalho em samba e não posso reclamar
Vivo cantando só para te tocar
Todo dia
Vivo pensando em casar
Juntar as rimas como um pobre popular
Subir na vida com você em meu altar
Sigo tocando só para te cantar
É o bonde do dom que me leva
Os anjos que me carregam
Os automóveis que me cercam
Os santos que me projetam
Nas asas do bem desse mundo
Carregam um quintal lá no fundo
A água do mar me bebe
A sede de ti prossegue
A sede de ti...

14 de fevereiro de 2008

Te quiero amar

Llorando
de cara a la pared
se apaga la ciudad

Llorando
Y no hay màs
muero quizas
Adonde estàs?

Soñando
de cara a la pared
se quema la ciudad

Soñando
sin respirar
te quiero amar
te quiero amar

7 de fevereiro de 2008

A Mina do Condomínio

Minha mina
Minha amiga
Minha namorada
Minha gata
Minha sina
Do meu condomínio

Minha musa
Minha vida
Minha Monalisa
Minha Vênus
Minha deusa
Quero seu fascínio

28 de janeiro de 2008

Mudez

Ciégame
Mata mi corazón
En nuestra alcoba azul
Mi Amor

Aceito quase tudo nessa vida
Só não aceito o seu não perdão
Só não aceito mais uma noite de solidão
Só não aceito saber que eu te magoo
Só não aceito o vazio
Não aceito

Faria uma serenata
mas que coisa mais sem graça
Faria uma enorme carta
mas deve estar farta

Mi amor
Passei a tarde inteira muda
A nossa alcova azul
será o lugar mais mudo
Esta noite será a mais
preta e branca.

Prefiro passar a noite entre becos
chutando garrafa
tomando chuva
tropeçando no meu pé
passando no farol vermelho
do que voltar pra casa muda

E escreveria até ouvir de você
Continuaria aqui linhas e linhas
Mas a mudez passou para as mãos

Acho que essa noite vão ter
mulheres atravessadas
nas nossas gargantas.

17 de janeiro de 2008

Art nouveau ([aR.nu'vo], do francês arte nova)


Chamado Arte Nova em Portugal, foi um estilo estético essencialmente de design e arquitetura que também influenciou o mundo das artes plásticas. Era relacionado com o movimento arts & crafts e que teve grande destaque durante a Belle époque, nas últimas décadas do século XIX e primeiras décadas do século XX.
Relaciona-se especialmente com a 2ª Revolução Industrial em curso na Europa com a exploração de novos materiais (como o ferro e o vidro, principais elementos dos edifícios que passaram a ser construídos segundo a nova estética) e os avanços tecnológicos na área gráfica, como a técnica da litografia colorida que teve grande influência nos cartazes. Devido à forte presença do estilo naquele período, este também recebeu o apelido de modern style (do inglês, estilo moderno).

14 de janeiro de 2008